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Dr. Andreoli em matéria do Globo Esporte

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De olho na preparação física, CBB traça perfil metabólico e genético da seleção

Departamento médico da Confederação acompanha de perto os atletas durante janela em Goiânia para definição de estratégias futuras de treinos, suplementação e prevenção de lesões

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) vem apostando alto no uso da medicina esportiva na preparação física da seleção nacional. Durante as janelas da Fiba para as Eliminatórais do Mundial masculino de 2019, o departamento de saúde da entidade acompanhou de perto os jogadores, com coletas diárias de sangue e saliva para que seja traçado um perfil metabólico e genético do grupo de convocados pelo técnico croata Aleksandar Petrovic. Os dados serão utilizados para definição de estratégias futuras de treinos, suplementação alimentar e prevenção de lesões.

– Vamos dosar cerca de 50 substâncias. A ideia é definir o perfil metabólico, saber como aquele atleta reage a uma sobrecarga, para previnir, por exemplo, um treino excessivo. Já o genético, pega tudo. Quais as alergias de alimentação, predisposição a engordar ou não, capacidade aeróbica. Então, juntando tudo isso, você trabalha tanto a parte de nutrição quanto de treinamento, periodização – explicou o médico responsável pela equipe, Carlos Anderoli, que esteve em Goiânia com a seleção na última semana para as partidas contra Colômbia e Chile.

Jogadores da seleção brasileira passaram por coletas de amostras de sangue diárias (Foto: Divulgação / CBB)

Desde a primeira janela, em novembro do ano passado, os dados dos atletas estão sendo coletados a cada treino e jogo. No perfil metabólico (sangue), são analisadas 40 substâncias: aminoácidos (24), acilcarnitinas (12) e atividade mitocondrial (14). O levantamento ajudará a comissão técnica a definir as cargas de treinos físicos e periodização.

No perfil genético (saliva e sangue), os principais tópicos abordados são: composição corporal, resistência e força física, capacidade aeróbica, prevenção às lesões, capacidade de recuperação após exercício, níveis de lactato e comportamental.

– Com esse volume de informações, ao longo do tempo, vamos ter uma ideia do perfil geral do jogador de basquete. Também teremos esse perfil individual, porque cada atleta tem suas especificidades – completou o médico.

Carlos Andreoli é o diretor do departamento de saúde da CBB (Foto: Fabrício Marques)

A equipe de fisiologistas já tem auxiliado a comissão técnica de Petrovic nas atividades dentro das janelas da Fiba, que duram cerca de uma semana cada. Mas o objetivo principal é ter uma estratégia mais completa para quando a seleção se reunir por períodos maiores, pré-competição.

– Aqui, estamos treinando uma semana, quatro dias. Mas lá na frente, vamos ficar juntos de 30 a 45 dias. Nesse cenário, todo esse levantamento vai ter uma ação bem direta. Quando tivermos um longo período juntos, queremos ter tudo mapeado para trabalhar com os atletas da melhor maneira possível – explicou Andreoli.

Além do trabalho com a seleção, o departamento de saúde da CBB também tem investido em outros projetos voltados para categorias de base e o basquete como um todo. Chefe do departamento de medicina esportiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Carlos Andreoli vem tocando, por exemplo, um trabalho com a Federação Paulista para estudos fisiológicos de jogadores de basquete da categoria sub-12 ao profissional. Outra ação é a criação de um manual de boas práticas da preparação física a ser distribuído entre clubes e escolinhas de base de todo o país.

– Em São Paulo, tem campeonatos de sub-12 ao adulto entre fevereiro e dezembro. Na última semana, por exemplo, fizemos testes funcionais de tornozelo e joelho de todos os atletas do sub-12 e sub-13. São testes para prevenção de lesões e, com base nos resultados, faremos propostas de exercícios aos clubes. Outro projeto é o que estamos chamando de “CBB 12”, uma cartilha de exercícios que queremos disseminar por escolinhas e clubes para atividades de base.

Fonte: Globo Esporte

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