O ombro é uma das articulações mais complexas e móveis do corpo, mas essa mesma mobilidade o torna vulnerável a traumas, quedas e acidentes que podem resultar em fratura no ombro. No entanto, uma fratura no ombro não é uma lesão única. Ela pode ocorrer em diferentes ossos e de diversas formas, cada uma exigindo um tratamento específico.
Neste guia, o Dr. Andreoli, referência em ortopedia e cirurgia de ombro, explica os tipos de fratura no ombro mais comuns e por que o diagnóstico preciso é a chave para uma recuperação completa e segura.
1. Fraturas na clavícula
A clavícula, o osso que conecta o esterno ao ombro, é um dos mais fraturados no corpo, geralmente devido a quedas sobre o ombro ou acidentes em esportes de contato.
- Tratamento: As fraturas de clavícula, sem desvio, podem ser tratadas de forma conservadora, com o uso de uma tipoia por 4 a 8 semanas. No entanto, em casos de fratura da clavícula com grande desvio ou em múltiplos fragmentos, a melhor indicação é a cirurgia, para realinhar o osso, com placas e parafusos.
2. Fraturas na escápula
A escápula (ou omoplata) é um osso triangular na parte superior das costas. Por ser robusta e protegida por uma camada densa de músculos, fraturas na escápula são raras e geralmente resultam de traumas de alta energia, como acidentes de carro.
- Tratamento: na maioria das fraturas na escápula, o tratamento conservador é a opção mais comum. A cirurgia é reservada para casos em que a articulação do ombro foi afetada ou se houver um grande desvio ósseo.
3. Fraturas do úmero proximal (colo do úmero)
A úmero proximal é a “bola” da articulação do ombro. Fraturas nesse osso são muito comuns, especialmente em idosos com osteoporose, após uma queda sobre o braço estendido.
- Tratamento: em casos leves, a imobilização com uma tipoia é suficiente. Já em fraturas mais complexas, com múltiplos fragmentos ou grande deslocamento, pode ser necessária uma cirurgia para reconstruir a articulação.
Conclusão: o diagnóstico como primeiro passo
Para qualquer tipo de fratura no ombro, a prioridade é um diagnóstico preciso. Exames de imagem, como radiografias e tomografias, são essenciais para determinar a extensão da lesão e o tipo de fratura. Só assim o ortopedista poderá traçar o plano de tratamento mais eficaz, seja ele cirúrgico ou não.
Esperamos que o artigo tenha sido útil para você. Para mais conteúdos sobre saúde, ortopedia e bem-estar, continue navegando pelo nosso blog!

