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Lesão ou Ruptura do Manguito Rotador : uma das causas do ombro doloroso

foto 1
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Prof. Dr. Carlos Vicente Andreoli

As dores no ombro são comuns, sendo a ruptura dos tendões do manguito rotador a mais frequente. Pode afetar esportistas e sedentários. Acomete cerca de 13% das pessoas com menos de 50 anos e mais de 50% dos indivíduos acima de 60 anos possuem pelo menos lesões parciais com significante impacto em relação à qualidade de vida e diminuição da função.

O manguito rotador é composto por quatro (4) tendões: supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor. As lesões do manguito rotador podem ocorrer devido à movimentos repetitivos, degenerativos e traumáticos ( foto 01). As lesões sintomáticas do manguito rotador são comuns durante a prática clínica diária, sendo a afecção mais frequente causadora de dor durante as atividades cotidianas, tendo maior prevalência em mulheres, no lado dominante.

Foto1 – O manguito rotador é composto por quatro (4) tendões: supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor

Diagnóstico

A dor é o principal sintoma. Habitualmente, ela se localiza na região ântero-lateral do ombro e face lateral do braço e sua intensidade são variáveis. A maioria dos pacientes se queixa de dor noturna e dificuldade ou incapacidade de deitar-se sobre o lado afetado, sendo este um aspecto muito característico e constante da doença do manguito rotador. No exame físico, observa-se a dificuldade de movimentar o braço afetado, amplitude de movimento ativa de passiva do braço, força do braço e as atrofias musculares.

“A dor é o principal sintoma referido” 

O Raio-x auxilia inicialmente o diagnóstico, sendo uma extensão do exame físico. São importantes para visualização de possíveis calcificações presentes, em afecções como a tendinite calcárea. Na incidência em perfil da escápula pode se evidenciar a morfologia do acrômio. A ultrassonografia, embora seja um excelente método de imagem e tenha sido utilizada por longa data como exame complementar de escolha, vem sendo cada vez mais substituída pela ressonância magnética, exame que além de não ser examinador dependente fornece dados de lesões intra-articulares, sendo também útil na avaliação da morfologia e qualidade da do tendão (foto2).

FOTO-2 Lesões parciais do manguito rotador. 

Classificação

As lesões do manguito rotador podem ser classificadas conforme a duração (aguda ou crônica, tendo como parâmetro o período de três meses), etiologia (traumática ou degenerativa) e principalmente quanto a extensão (totais ou parciais). As lesões parciais do manguito rotador pode dividida didaticamente em até 1/3 de ruptura , até 2/3 e mais de 2/3 da espessura do tendão.

As lesões completas de acordo com a retração, dividindo em: pequena (< 1 cm), média (entre 1 e 3 cm), grande (entre 3 e 5 cm) e maciças (acima de 5 cm). A progressão das lesões possuem um caráter evolutivo. Após a retração da lesão ocorre uma infiltração gordurosa das fibras musculares, piorando o prognóstico de reparo da lesão. 

“As lesões são evolutivas, podendo aumentar o tamanho da lesão a cada ano” 

Tratamento não cirúrgico:

O tratamento lesões do manguito rotador busca a eliminação da dor, a recuperação da amplitude de movimento e a força, para restaurar a função normal, por meio do repouso relativo das atividades, uso de anti-inflamatórios, analgésicos e gelo local. A fisioterapia é fundamental nos casos tratados sem cirurgia e nos pós-operatórios. A infiltração do ombro, com anestésico e corticoide, pode ser realizada em alguns casos. 

Tratamento cirúrgico

O objetivo nas lesões parciais ou totais do manguito rotador é realizar a sutura do tendão novamente no osso, por meio da artroscopia do ombro e em alguns casos da cirurgia aberta. Existem várias técnicas de sutura do tendão do osso por meio do uso de âncoras intraósseas e suturas com fios intraósseas. Na artroscopia também é realizada a remoção das bursas (bursectomia) e a ressecção parcial do acrômio ( acromioplastia), quando necessário ( foto 03,4).

FOTO 3 – Visualização da artroscopia de lesão parcial do supraespinhal

FOTO 4- Visualização na artroscopia da colocação de âncora para reparo da lesão do supraespinhal.

“A artroscopia é método de escolha para tratamento das rupturas do manguito rotador”

Após o tratamento cirúrgico o paciente é imobilizado com tipóia, pelo período de 3 a 4 semanas em lesões pequenas e médias, e seis semanas em lesões grandes,  podendo-se lançar mão do uso da tipóia em abdução em lesões grandes e em situações que o reparo cirúrgico apresentou-se sob tensão. O período de reabilitação em média de 3 a 4 meses, três vezes ao dia 

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