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Luxação Anterior do Ombro no Esporte

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Prof. Dr. Carlos Vicente Andreoli

Docente da Disciplina de Medicina Esportiva DOT-EPM-UNIFESP

Diretor Médico da Confederação Brasileira de Basketball

Sócio do Instituto do Atleta (INA)

 

A articulação do ombro apresenta  alto grau de mobilidade articular, tornando-a mais suscetível à perda da congruência entre a cabeça umeral e a cavidade glenoidal. A luxação glenoumeral (LGU) é frequenta na literatura, com incidência de 17 casos por 100.000 habitantes por ano e prevalência de 2% na população geral.

As luxações do ombro representam 50% de todas as luxações que se apresentam nos atendimentos de emergência. A maioria (90% a 98%) dessas luxações ocorrem para região anterior (vídeo 1).

 

Vídeo 1. Demonstrando uma luxação de ombro atleta de basquete

 

Clinicamente o atleta apresenta dor de forte intensidade, dificuldade de movimentação e deformidade visível do ombro. Na suspeita de uma luxação, devemos reduzir de maneira rápida, efetiva e indolor ao paciente, de preferência no pronto socorro mais perto e após uma radiografia, caso haja suspeita de fratura, evitando não causar lesões associadas ao paciente. A ressonância magnética do ombro , permite avaliar posteriormente, as lesões ósseas, ligamentares e tendíneas. Lesão de Bankart na região anteroinferiror da glenoide com lesão óssea ou não e lesão ligamento glenoumeral inferior. Lesão de Hill-Sachs – lesão óssea póstero superior da cabeça umeral ( foto 1e 2).

 

Foto1. Radiografia do ombro evidenciando a luxação anterior do úmero.

 

 

 

 

 

 

 

Foto 2. Ressonância magnética do ombro evidenciando lesão de Bankart da região anterior do ombro.

 

 

 

 

 

 

 

Existem inúmeras técnicas para redução, com índices de sucesso de 70% a 90%. A escolha do método depende de diversos fatores, como preferência do cirurgião, número de auxiliares, medicação analgésica e monitoração disponível. A técnica mais utilizada é a de tração e contratração, seguida das técnicas de Kocher, Milch, Stimson e Bosley. Após a redução, utilizam-se de tipoia toracobraquial de preferência, tipoia simples ou tipoia toracobraquial com rotação externa por 2 a 3 semanas.

Foto 3. Manobra de tração contra-tração para redução da luxação anterior do ombro

 

 

 

 

 

 

O tratamento cirúrgico dependerá da idade do paciente, tipo de esporte e alterações ósseas e ligamentares observadas na radiografia e/ou ressonância. No casos de ocorrer lesões ligamentares (Bankart) sem lesão óssea, preferência de cirurgia por via artroscópica e quando existe lesões ósseas da glenóide anterior, opta-se pela cirurgia de Bristow-Latarjet, de maneira geral. (fotos 4 e 5).

 

Foto 4. Reparo artroscópico da lesão de Bankart

 

 

 

 

 

Foto 5. Aspecto final da cirurgia de Latarjet na radioscopia.

 

 

 

 

 

 

 

No, pós-operatório, mantemos imobilizado por 4 a 6 semanas, iniciando o ganho passivo de movimento com 3 semanas. Após 6 semanas intensificar o ganho de movimento e fortalecimento. A reabilitação completa de 10 a 16 semanas para o retorno ao esporte.

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